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Cesar Maia : A defesa dos animais

July 8th, 2010

Hoje o site ANDA – Agências de Notícias de Direitos Animais publicou um artigo do ex-prefeito do Rio  e candidato a senador Cesar Maia. O qual postamos na integra aqui.

As grandes civilizações do mundo antigo davam ao animal um status humano. Para os Maias, as pessoas nasciam com um animal gêmeo em sua alma. Os egípcios adoravam os gatos. Os hindus as vacas. A sociedade humana muda de qualidade com a domesticação de animais.  O carneiro e a pomba simbolizam a paz. O calendário chinês usa os nomes de animais para representar cada ano. Os cavalos eram homenageados pelos imperadores mongóis e romanos. E assim foi até o século 19. Os índios norteamericanos davam às pessoas, e especialmente aos filhos das pessoas mais importantes, depois seus líderes, nomes de animais: Touro Sentado, Cavalo Louco, Pequeno Corvo, Águia Branca… Os pombos funcionaram como correios à distancia.

A identificação com os animais só perde força na sociedade industrial e no auge do consumismo. Mas nos últimos anos, essa interação e sinergia voltaram por razões científicas seja pela importância dos animais em relação à educação infantil, à reabilitação de portadores de deficiência, ao acompanhamento desses e de idosos… Com isso, o movimento de defesa dos animais ganhou um sentido diferente. Já não se trata de uma relação sentimental, mas de reconhecimento de suas funções interativas com as pessoas. Os pesquisadores e tratadores, em função da intimidade que desenvolveram com os animais com os quais se relacionam, foram identificando ações e reações inteligentes. O documentário ‘The Cove’, vencedor do Oscar de 2010, mostra exatamente isso em relação aos golfinhos.

Hoje, o movimento de defesa e promoção dos animais ganhou um status que o coloca ao par com a defesa do meio ambiente. Talvez nem os ambientalistas ainda se deram conta disso. Mas se falam em biodiversidade e de eco-equilibrio, nada disso faz sentido sem que o mundo da fauna esteja incluído e compreendido na sua especificidade ativa, ao contrário do mundo vegetal, com sua característica passiva, mesmo que interativa. Dessa forma, cabe aos candidatos e governos oferecer com transparência, em seus programas e compromissos, suas políticas de defesa e promoção dos animais. Isso vai distinguir os que já entraram na pós-modernidade, dos que ainda pensam como no mundo industrial de grande parte do século 20.

Balão ou incêndio crimonoso?

June 21st, 2010

Neste último final de semana tivemos um incêndio de grandes proporções no Morro dos Cabritos no Rio. As chamas podiam ser vistas de vários pontos da Zona Sul e também de Niterói. Por sorte o Parque das Catacumbas não foi atingido.

Alguns jornais e autoridades falam em o incêndio ter sido provocado por um balão. Mas há pessoas que não viram nenhum balão voando naquela noite no trecho, além do mais esses balões que provocam incêndios, normalmente tem muitos fogos, e no trajeto sempre se escuta o barulho da queima dos fotos pendurados a estes.

O ex-prefeito Cesar Maia levantou algumas hipóteses interessantes no seu Ex Blog.

Vamos as considerações de Cesar Maia.

1. O incêndio de grandes proporções na mata no Morro dos Cabritos foi o maior já ocorrido em uma área urbana densamente povoada na história da cidade do Rio. A explicação que teria sido causado por um balão é simplista e não guarda relação com estes 100 anos em que balões circulam e de anos e anos atrás, com muito mais liberdade e de muito maiores dimensões.

2. O incêndio começou pelas laterais, como se pode ver neste link,  e depois se espalhou, como se pode ver neste outro. Explicar como sendo ocasionado por balão é fácil, pois com o incêndio, não haverá como demonstrar se sim ou se não.

3. Mas a reconstituição através dos vídeos amadores feitos por centenas e centenas de pessoas poderá ajudar a esclarecer. Não se pode descartar que tenha sido sabotagem realizada por quem se sente incomodado com a ação da polícia na região. O início pelas laterais pode sugerir esta linha de investigação. A perícia tem que trabalhar todas as hipóteses.

4. Para se ter uma ideia da gravidade, a Federação das Indústrias realizou, em 2007, um levantamento aerofotogramétrico das favelas da cidade do Rio e comparou com o levantamento feito em 2002. Conheça. Nesse período, todas as favelas juntas da cidade cresceram 250.279 m2. Todas as favelas juntas da Zona Sul da cidade cresceram nesse período 5.100 m2. Como se sabe, a crítica ao crescimento das mesmas tem como foco o desmatamento e até por isso se sugere a construção de muros nas favelas da zona sul do Rio.

5. O prefeito calculou em 4 Maracanãs a área devastada. O Estado de SP relatou que “Incêndio no Rio devasta 40 mil m2 de morro”. Se fosse apenas o campo de futebol, essa área seria de 100X70 = 7.000 m2 x 4 = 28 mil m2. Mas ele teria dito 4 campos de futebol e não 4 Maracanãs. Como se supõe que o prefeito falou do perímetro todo do estádio do Maracanã, teremos pelo menos 10 vezes isso ou 280 mil m2. Ou seja, na melhor hipótese, quase 6 vezes o crescimento das favelas entre 2002 e 2007. Um número espantoso.

Saiba como participar do Disque-Denúncia (2253-1177) contra balões.

Os efeitos da ressaca na orla

June 6th, 2010

Esse final de semana o Rio no mar carioca há uma forte ressaca, que está tirando bastante areia de trechos da orla de Ipanema e Leblon. Com destaque ao grande deslocamento de areia que o mar fez nas proximidades do posto 8 e do Arpoador, onde o mar retirou bastante areia deixando a praia sem a extensão que é de conhecimento.

O interessante é que com esse deslocamento apareceram estruturas como escadas de concretos antes encobertas e também as pedras de apoio ao paredão da orla.

Fico imaginando a força dessas ressacas nos anos que virão com o possível aumento do nível dos oceanos, e quais os efeitos que podem causar destrutivos nas orlas das cidades literâneas brasileiras.

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Dia Mundial do Meio Ambiente = responsabilidade com a vida

June 5th, 2010

Por André Delacerda

A Terra nossa casa, nosso lar é o recanto sagrado que agrupa seres vivos das mais variadas espécies, que são interdependentes e foram um sistema vivo.

Hoje não é só mais um dia comemorativo, mas é um dos muitos dias durante os 365 dias do ano, em que devemos refletir a importância da preservação do meio ambiente, ou melhor da vida como um todo no planeta a Terra.

O meio ambiente talvez seja o primeiro elemento e/ou conjunto de elementos  da Terra que conjugou o conceito de globalização primeiro. Pois somos um ecossistema “sem fronteiras” que se interage. O que ocorre do outro lado do mundo tem efeitos aqui, e o que ocorre aqui tem efeitos lá. Pode parecer que não mas tem.

Hoje é um dia para lembrarmos aos pequeninos, as novas gerações, que cabe a eles serem os guardiões do planeta, que conjuguem o verbo preservar dia-a-dia, noite e dia. E cabe também, relembrar a nós, mais vividos, mas as vezes não tão sábios, que se a nossa geração, e as passadas cometeram agressões a este planeta e aos seus seres, os quais fazemos parte. Ainda dar tempo de corrigir os erros e seguimos uma estrada que nos leve a conscientização plena e sobretudo a palavra: Responsabilidade.

Talvez esta seja a palavra mais importante quando se fala em preservação do meio ambiente, da vida. Todos nossos somos responsáveis por nossos atos. Todos nós devemos ter limites ao impor nossas vontades, e todos nós devemos pensar e planejar o desenvolvimento de nossas vidas, comunidades, países e planeta visando trazer ações responsáveis para o nosso dia-a-dia.

A palavra neste dia que celebra a vida. É Responsabilidade.

Viva o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Estudo de Uerj revela que mudança climática afeta a orla do Rio

May 31st, 2010

Estou sem postar aqui no blog há algumas semanas, em parte pela correria do trabalho. Hoje li no Jornal do Brasil uma reportagem que fala dos efeitos climáticos sobre a orla do Rio de Janeiro.

Há alguns posts atrás tratamos disso, apresentando alguns detalhes de um estudo elaborado há quatro anos pelo IPP – Instituto Pereira Passos a cerca dos efeitos da elevação dos oceanos provocadas pelo aquecimento global.

Eu destacaria essa frase como a mais importante da reportagem.

“– Não dá mais para construir perto do litoral, porque o mar vai comer, vai avançar – diz Zee, impressionado com o que tem visto.” (JB)

Não adianta insistir em construir prédios de luxos, estruturas colossais, se sabemos que todo o investimento será talvez perdido em poucos anos. Seria mais justo o planejamento de construções de baixo impacto, e de um urbanismo sustentável, já prevendo possíveis alterações.

“Também coordenador do Mestrado em Meio Ambiente da Universidade Veiga de Almeida, Zee diz que a diminuição da faixa de areia nos postos 5 e 6 é apenas a ponta do iceberg que descongela. – Normalmente, a largura da praia de Copacabana, desde o aterro nos anos 60, varia de 80 a 120 metros. Em situações extremas de ressacas, diminui para 40 a 60 metros. Nunca vi do jeito que está agora – espanta-se, numa referência ao fato de a água, por vezes, bater no calçadão. – A tendencia é piorar.”

Realmente, me impressionei a pouco ao caminhar pelo calçadao de Copacabana e presenciar que a faixa de aréia em certos trechos encolheu.

Quem quiser ler mais sobre a reportagem do Jornal do Brasil deste Domingo, segue o link.

Windnit completa um ano

May 12th, 2010

Por Maria Ruth

No último sábado, a Windnit – Associação de Windsurf de Niterói completou um ano incentivado a prática do windsurf nas águas da Baía de Guanabara que banham a terra de Arariboia.

A Windnit é uma instituição que tem fomentando este esporte em Niterói e é formada por 28 pessoas que buscam cada vez mais profissionalizar tais práticas na cidade.

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Pequeno Reporter em Save the Earth

May 10th, 2010

Hoje encontrei esse vídeo bacana feito por uma criança. O pequeno reporter entrevistou o Cesar Maia.

O que achei interessante foi a linguagem fácil, e como vários temas ligados a susntentabilidade, meio ambiente e aquecimento global foram tratados, convocando principalmente as crianças e jovens a serem os agentes da mudança e preservação do planeta.

Uma parte do vídeo me chamou atenção, quando o Cesar Maia falou que as mudanças climáticas podem ocasionar terremotos. Fui pesquisar e encontrei a transcrição que ponho abaixo e que foi publicada na Revista Scientific America que dá embasamento a fala do político.

“A edição especial da Philosophical Transactions of the Royal Society do dia 28 de maio levanta a discussão sobre como alterações climáticas podem induzir erupções vulcânicas e outros riscos geológicos, como terremotos e deslizamentos de terra. Entre os problemas que os estudos relacionam com o aquecimento global estão: derretimento dos picos das montanhas, aumento das atividades sísmicas diluindo os depósitos de gelo e aliviando a pressão em algumas partes do mundo e aumentando em outras, e produção de magma sendo impulsionada por mudanças de pressão nos vulcões subglaciais, como os da Islândia.”

Bacana a atitude do Cesar Maia ao tratar de temas tão importantes com linguagem que aproxima jovens e crianças da importância de se preservar o planeta.

Aproveitamos para parabenizar a criança que sabiamente conduziu a entrevista. Que mais crianças se transformem em mutiplicadores do conhecimento e ajudem a salvar o planeta.