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De olho nos mares – Part I

July 27th, 2009

Por Bernardo Moura

barco_arrasto_1_1 Confesso que a matéria a seguir não esperava por escrevê-la. Estava pensando na pesca que acontece no estado da Bahia , de forma predatória. Porém, acabei descobrindo que este tipo de pesca acontece por todo o país.

É chamado como pesca predatória, a retirada de seres vivos do meio ambiente mais do que ele consegue repor. Podendo diminuir sua população e trazendo problemas a longo prazo para aquele ecossistema.

Existem vários tipos de pesca predatória: com bombas (explosivos), com rede de malha fina, com rede de arrasto (o famoso arrastão), em época proibida (defeso) e outras mais.

Na Bahia, a mais comum é a de explosivos. Começou em 1935, quando foi registrado, que pescadores lançavam bombas na praia do Suapé, na Ilha de Madre de Deus, na Baía de Todos os Santos.

Esta prática, sabe-se que é antiga, desde o século XIV. Surgiu na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, com reclamações de pessoas que estavam preocupadas com o impacto que o meio ambiente poderia sofrer.

Porém, o problema se generalizou. Faz parte da vida de todos os pescadores da costa brasileira. De acordo com o analista ambiental Luis Felipe Oliveira, houve uma evolução:badejo vermelho

- Mergulhei nos parcéis de Alcobaça e Prado. Havia muito peixe, era raso. Badejos quadrados de 30 kg, por exemplo, podiam ser encontrados a 5-10 m de profundidade. A quantidade de vermelhos era impressionante. Alguns amigos que voltaram lá recentemente me garantem que isso acabou.- afirma

Logo, o governo brasileiro não fica só navegando na marolinha, ele também combate. Há uma lei federal nº 7.661/88, que ordena o Gerenciamento Costeiro; outra lei de nº 7.679/88, que dispõe sobre a proibição da pesca de espécies em períodos de reproduçã; e ainda o Decreto-Lei nº 221/67, que estabelece o Código de Pesca.

E claro, há também o combate e o cuidado para aqueles que usam diretamente os seres aquáticos, além dos pescadores: as indústrias. A Gomes da Costa, indústria que fabrica várias espécies de peixes enlatados, é uma delas. De acordo com a sua assessoria, a sustentabilidade do mar sempre foi uma preocupação. De tanta, em 2009, ganhou um certificado emitida pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), de FOS, “Friends Of the Sea” (Amigos do Mar).

A organização não-pesca_arrasto_6_1governamental Friends of the Sea, fundada em 2006 por Paolo Bray, tem como objetivo conservar o habitat marinho por meio de incentivos comerciais e projetos específicos de preservação.

A Gomes adquire espécies de atum, provenientes de pescadores que seguiram rigorosamente todos os padrões da sustentabilidade oceânica:

- Tais profissionais abominam as redes, utilizando-se apenas de varas de bambu e iscas vivas, que nem são presas no anzol, mas jogadas ao mar próximas ao barco e, por meio de jatos d´água simulam o movimento para atrair os peixes.

Portanto, é necessário ficar alerta com os pescadores e mais ainda, com os oceanos. Pois, nossa principal fonte de nutrientes e alimentos está ali.

Fotos: Arquivo Bernardo Moura

One Response to “De olho nos mares – Part I”

  1. [...] sobre o artigo desta semana “De olhos nos mares”, que falava sobre o combate à pesca predatória, realizada em larga escala na costa brasileira, a [...]

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