Há pouco mais de dois meses, o Rio esteve em Copenhague e trouxe de lá a vitória com a Rio 2016.
Nas próximas semanas o Brasil retorna a Copenhague para a Conferência Mundial do Clima. Mas sem expressão. O país não leva uma proposta clara, e perde a oportunidade de liderar o mundo em prol do meio ambiente e da diminuição de gases CO2 na atmosfera.
Mais triste ainda é que a cidade ganhadora das Olímpidas de 2016 em Copenhague tomou um caminho estranho nos últimos meses, inclusive com o desenho de agressões ao meio ambiente atual e futuro.
Leiam o que diz a Folha de São Paulo do último dia 06 de novembro.
“PEU-Vargens vai permitir o aterramento e a ocupação de áreas alagadas na zona oeste. Isso pode afetar uma das importantes bacias hidrográficas da cidade, causando o desaparecimento de aves e anfíbios e aumentando a presença de mosquitos nessa região.
Para Helia Nacif, ex-secretária de Urbanismo, a construção de prédios em área alagadiça prejudica a ligação entre as lagunas da região. Composta por cinco lagunas, 39 rios, dois arroios, dois córregos e três canais, a bacia é interligada por essas áreas alagadas. “Ao aterrar, corta toda a geografia, interferindo violentamente no local”, diz Nacif.
Na avaliação do biólogo Mario Moscatelli, o adensamento vai causar o desaparecimento de aves e anfíbios e aumentar a presença de mosquitos, causando desequilíbrio ecológico.”
Para quem não sabe o PEU-Projeto de Estruturação Urbana, é um conjunto de regras norteadas por políticas e ações definidas para orientar o desenvolvimento físico-urbano de um conjunto de bairros vizinhos com características semelhantes.
Pelo visto, esse que estão implantando na região de Vargem Grande no Rio de Janeiro não leva nenhuma questão ambiental com responsabilidade.




