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COP 15 em andamento, mas as mudanças climáticas agindo de forma mais rápidas

December 10th, 2009

“O secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, pediu nesta terça-feira (8) aos delegados dos 192 países que negociam um acordo na cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15) que fechem o conteúdo básico nesta semana, e só deixem os assuntos políticos para os últimos dias” (Folha de São Paulo – 08/12/2009).

Enquanto na Conferência do Clima em Copenhague, lideres e ambientalistas tentam chegar a algum acordo, alguns governos tentam boicotar medidas, lideres tendem a tentar se promover como os salvadores do meio ambiente mundial, e na verdade se institui uma briga de força entre o poder econômico, político e a realidade que tende a nos alcançar de forma mais rápida. Observa-se que o clima, na verdade as mudanças que nós humanos provocamos neste, tendem a ser mais rápidas e implacáveis nas suas ações.

Enquanto nossos lideres discutem na COP 15, pode-se ver pelo mundo a fora os fenômenos climáticos assolando cidades e populações.

Se trouxermos para o Brasil tal situação, iremos nos debruçar nos acontecimentos dos últimos dois dias em São Paulo. A maior cidade do Brasil, uma das quatro maiores cidades do mundo, isolada, inundada.

Vocês podem dizer, isso é por falta de algum investimento para conter enchetes. Eu iria mais além e não focalizaria na questão investimentos em obras, mas chamaria atenção para o fato que obra alguma vai conter a furia da natureza.

São Paulo a locomotiva brasileira, é um exemplo para o mundo no que vai acontecer com as grandes cidade, não importa se sejam ricas, ou pobres, bem estruturadas ou não, contra os efeitos do descontrole do clima não há solução de infra-estrutura que vá durar muito tempo.

São Paulo se concretou e asfaltou impiedosamente, agora, com os efeitos climáticos, mais chuvas, níveis pluviométricos excessivos em poucas horas, temporais, falta de caminhos para escoar a água, levam a cidade e a sua população a sofre.

Outro exemplo que podemos tomar há duas semanas, foram as enchetes na Baixada Fluminense no Rio. Choveu além do esperado, a topografia da região é abaixo do nível do mar, e a combinação de maré cheia, trouxe o alagamento e consequetemente muitos desabrigados.

Com os efeitos do aquecimento global, e aumento do degelo certamente o nível do mar vai aumentar, e o que vai acontecer com a Baixada Fluminense, sentir fortemente esses efeitos, principalmente em dias de chuvas. A água não terá o caminho natural para escoar rumo ao mar, já que este terá mais força e irá barrar o fluxo dos rios.

Termino este post, com mais uma nota públicado no Jornal Folha de São Paulo.

“A mudança climática deve levar até 1 bilhão de pessoas a deixarem suas casas nas próximas quatro décadas, disse um estudo divulgado (…) pela Organização Internacional para a Migração (OIM). (…) O texto alerta que poucos “refugiados climáticos” têm condições de deixar seus países para tentar a vida em lugares mais ricos. O que ocorre, na verdade, é que eles se deslocam para cidades já superpopuladas, aumentando a pressão sobre países pobres” (Folha de São Paulo).

Precisamos refletir e principalmente agir com rapidez, desarmar nossas vaidades e vermos que todos estamos no mesmo barco chamado “Terra” que está aderiva.

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