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E depois da Estação Metrô General Osório – Ipanema?

December 20th, 2009

metro ipanema O Eco Briefings aproveita da inauguração da estação do metrô General Osório em Ipanema – Rio de Janeiro, para continuar a série de post “metrô Barra – Zona Sul opção em favor do meio ambiente”. Que visa chamar atenção da sociedade carioca para importãncia de cobrarmos ações para que o metrô avance na cidade do Rio de Janeiro.

Hoje (21/12/2009) é um dia  em que as autoridades vão falar, prometer e quem sabe cumprir ou não as promessas de continuação da linha do metrô em sentido ao bairro da Barra da Tijuca.

Em nossa pesquisa na internet, descobrimos o blog “A Barra quer metrô”, que levanta algumas questões relevantes e que a grande imprensa não vem falando. Questões como o traçado, o impacto deste nos bairros aonde irá passar a futura linha, a talvez impossibilidade de o metrô avançar por questões jurídicas e de traçado, e até questões de impacto ambiental, pois a obra poderia atingir de alguma forma a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Segue abaixo o ponto exposto pelo blog “A Barra quer metrô”:

1. O Consórcio Rio Barra é formado pela Odebrecht (33,33%), Queiroz Galvão (33,34%) e o pool formado por Carioca, Cowan e Servix (33,33%). Saíram realmente do consórcio a Constran e a T Trans. O Consórcio Rio Barra venceu em 1998 a licitação para construir e operar a Linha 4 (Zona Sul-Barra) e ainda mantém tal prerrogativa.

2. O custo previsto era de 2 bilhões de reais com 25 anos de exploração a contar do início da obra (provavelmente 5 de obra e 20 de exploração), renováveis por mais 25.

3. O Projeto Original, já licitado, levaria o metrô do Jardim Oceânico a Botafogo por um valor 1/3 menor do que o novo projeto, que ligaria a Barra a Ipanema, passando pelo Leblon. No projeto já licitado, a iniciativa privada entraria com 55,5% e o governo estadual com 45,5%.

4. O governo chega agora a, para conseguir apoio do Rio Barra para a mudança, prometer cobrir 100%.

5. O trecho Barra/Gávea pode ter suas obras iniciadas imediatamente e seria de fácil implementação, levando em consideração a natureza do terreno (rocha); Porém, somente este trecho não é lucrativo para o consórcio. É prerrogativa/necessidade que a linha seja estendida. O que leva ao problema do que já foi licitado versus o novo projeto. Afinal, a partir da Gávea o trecho deveria seguir para Botafogo, ao invés do que quer o governo agora, ou seja, Leblon – Ipanema.

6. O novo projeto é, obviamente, uma nova obra e precisa de uma nova licitação. Uma nova licitação não sairá antes de 100 dias. O argumento para a mudança de projeto, que com certeza atrasará o início das obras, é o valor final da passagem e um suposto número maior de pessoas atendidas. Porém o verdadeiro motivo pode ser puramente político/eleitoreiro.

7. Por cerca de menos de 1/10 do valor do novo projeto, poderia ser aberta uma ligação da Barra ao Centro passando pela Tijuca (Uruguai). O terreno também ajuda neste caso, mas o governo não quer nem ouvir falar nessa possibilidade, que seria uma terceira via (Botafogo, Ipanema, Tijuca) para ligar a Barra ao Centro.

8. Em termos técnicos, o novo projeto, no trecho que liga a Gávea até Ipanema, é de difícil implementação, uma vez que a partir do Jardim de Alah o terreno se torna arenoso, impossibilitando com isso o uso do TBM (Perfurador). O método substituto seria muito mais lento. O projeto dificilmente sairá até 2016 se for feito para ligar a Barra por Ipanema, principalmente por conta do trecho Gávea-Ipanema, mais especificamente o solo dos arredores do Leblon. Em suma, ligar com Ipanema não é o mais inteligente.

9. O novo projeto, surpreendentemente, não prevê a ligação real Barra/Centro. Em Ipanema deverá haver troca de linha, ou seja, um novo gargalo estilo estação Estácio.

10. Por conta do Rio Barra já ter vencido a licitação em 1998, pode haver intervenção jurídica se o mesmo se sentir prejudicado pela substituição do projeto. Atrasos podem, claro, advir disso. A menos que o estado ofereça vantagem para a construtora em outras obras em troca do aceite sem maiores reclamações. A negociação dificilmente convenceria o Rio Barra a fazer o trecho Barra-Gávea apenas, sendo licitado o trecho Gávea-Ipanema.

11. O novo projeto pode representar gasto 4x maior com relação ao original. Que interesses poderiam motivar algo assim ?

12. A estação Jardim Oceânico seria em frente ao Barra Point.

13. Impacto ambiental. O novo projeto pode -por um pequeno erro de execução- atingir fortemente a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Particularmente sou a favor que a obra sai de alguma forma, sendo 90% a favor do traçado da linha original Botafogo-Gavea-Barra da Tijuca.

Foto: Metrô Ipanema – Blog Metrô do Rio

One Response to “E depois da Estação Metrô General Osório – Ipanema?”

  1. [...] levantamos aqui uma série de motivos técnicos para que não se faça algo dessa magnitide no trajeto novo proposto pelo Governo do Estado do Rio de [...]

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