Primeiro foi a falta de bom senso do Prefeito Eduardo Paes do PMDB – RJ, em querer construir uma garagem subterrânea em plena Praça N. S. da Paz em Ipanema, uma praça que possui uma cobertura árborea com árvores com mais de 70 anos e que possuem raizes profunda. A praça seria desfigurada e fechada a população, sem falar que mais carros e menos árvores iriam prejudicar a qualidade de vida do bairro, e iriam trazer prejuizos ao micro clima numa cidade que enfrenta ondas de calor de 45 graus. A população ficou atenta e foi a luta, pelos menos por enquanto a praça não será violentada com uma garagem, e depois também se descobriu que a mesma havia sido tombada na gestão do ex prefeito Cesar Maia.
Depois veio mais uma idéia louca da atual gestão, de se flexibilizar construções nas APAS de Marapemdi e Grumari. Uma das poucas áreas de restinga que se tem em área urbana no Rio. Restinga que tem fundamental importância no equilíbriu do ecossistema lagunar da Barra da Tijuca. Pior ainda se construir em Grumari, um dos poucos parques com características de restinga e montanha em um único ecossistema, e com extensões de praias preservadas.
Passaram-se alguns meses e veio o PEU de Vargem Grande e mais uma idéia sem pé nem cabeça, que incentiva construções em lotes molhados. O que isso quer dizer? Construir em áreas alagadissas. So se esqueceram, que construindo ali residenciais, se impede o fluxo natural das águas, que a região é repleta de fauna e flora, que em desequilíbrio pelas construções vai gerar possíveis desconfortos, como maior incidência de mosquistos, mal cheiro, como hoje já ocorre nas lagoas da Barra /Recreio, sem falar em possiveis inundações.
Realmente eu não sei o que se passa na cabeça do Prefeito Eduardo Paes, que parece agir na contramão do bom senso, e do planejamento urbanístico em prol da qualidade de vida, sustentabilidade e ecoeficiência.
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