Li a pouco que o governador Sérgio Cabral PMDB – RJ, disse que vai iniciar a obra do trecho do metrô Barra da Tijuca-Gávea em maio próximo.
Quanto a isso não somos contra. Somos a favor sim, do metrô e que a linha se expanda na cidade do Rio de Janeiro. Já que metrô é transporte de massa, eficiência, menos carros nas ruas e menos poluição produzida pelos automóveis, além de melhor qualidade de vida.
Porém, não sei se é uma atitude inteligente uma linha que já enfrenta problemas, pela quantidade de usuário e poucos vagões seguir em linha reta. O certo seria fazer essa ligação Barra da Tijuca – Zona Sul, via Botafogo, e não via Ipanema/Leblon.
Já levantamos aqui uma série de motivos técnicos para que não se faça algo dessa magnitide no trajeto novo proposto pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Não parece ser inteligente, e que irá desafogar o transito, trazendo soluções para o usuário, utilizar um metrô que segue em linha reta e vai superlotando cada vez mais.
O certo seria, como já mencionamos, ou se utilizar o trajeto Gávea-Botafogo, como se propunha anteriormente, ou melhor. Se fazer a ligação Estação Uruguai (que já está perfurada na Tijuca) até a Barra da Tijuca. Assim atenderia-se de forma mais eficiente quem vai do Centro ou Zona Norte para Barra da Tijuca, vice-versa.
Economizando-se dinheiro na construção, tempo de execução da obra, já que seria feita em rocha, menos impacto ambiental. E assim, ganharia a população no tempo de deslocamento menor, menos automóveis nas ruas, e menos superlotação, já que o traçado seria mais eficiente e lógico.
“O que queremos é um traçado do metrô que vá atrás do consumidor, não uma solução fácil de engenharia. Mas haverá transtornos, inclusive com interdição de trechos de vias como a Visconde de Pirajá a partir de 2012, 2013” (O Globo 21/01/2010).
Não nos parece inteligente essa fala do Governador do Rio, que não prefere soluções fáceis de engenharia. O que não se pode é tentar superlotar um metrô que está trabalhando no seu ponto máximo, e se ter uma solução de engenharia que não traga benefícios tanto para o presente quanto para o futuro.
Lembremos que as soluções prometidas com as obras récem inauguradas do metrô (Estação General Osório/Ligação direta Pavuna-Botafogo) estão levando o caos aos usuários, diminuindo a qualidade do serviço com atrasos e superlotação dos vagões.
Onde estaria a qualidade de vida de uma obra concebida com tais erros?
Outra preocupação é com os danos ambientais de uma obra em Ipanema/Leblon.
Como diz os antigos, a pressa é inimiga da perfeição.
E dizemos aqui, a falta de planejamento adequado para está obra certamente será um dano ambiental e humano. E não uma solução inteligente para uma cidade que possui um transito chegando as vias de caótico, e com precarios meios de transporte.
Esperamos que esta obra não se transforme em um factóide.




